
Sol Sertão Online
Colunista
Com a expectativa de que cerca de 6,5 milhões de pessoas circulem durante a Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos, México e Canadá, especialistas em saúde alertam para a importância de atualizar a carteira de vacinação. O foco principal é a prevenção contra o sarampo, doença que voltou a registrar casos nas Américas e representa um risco para quem planeja viagens internacionais.
O sarampo é altamente contagioso, transmitido pelo ar ou por gotículas respiratórias. De acordo com o patologista clínico Helio Magarinos Torres Filho, o vírus pode permanecer suspenso no ar por até duas horas em ambientes fechados. A doença manifesta-se através de febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas, podendo evoluir para quadros graves de pneumonia e encefalite.
Para a doutora em Biologia Molecular e Genética Humana pela Fiocruz/RJ, Patrícia Vanderborght, grandes eventos esportivos potencializam a disseminação de doenças. "O sarampo não é uma doença do passado. Ele volta sempre que a gente relaxa na vacinação. E basta um caso importado para gerar risco de surto", explica a especialista.
A principal ferramenta de defesa é a vacina tríplice viral, que protege também contra a caxumba e a rubéola. O Ministério da Saúde estabelece as seguintes recomendações por faixa etária:
- De 12 meses a 29 anos: devem possuir duas doses da vacina.
- De 30 a 59 anos: precisam de, no mínimo, uma dose, dependendo do histórico vacinal.
A orientação é que a imunização seja completada pelo menos duas semanas antes da viagem, tempo necessário para que o organismo desenvolva a proteção. Adultos que não possuam o comprovante de vacinação devem procurar unidades de saúde para avaliação.
Embora o Brasil ainda não apresente circulação endêmica da doença, os índices de vacinação estão abaixo da meta ideal de 95%. Em 2025, a cobertura da primeira dose foi de 92,74% e a da segunda de 78,09%. Em 2026, os números recuaram para 91,12% e 76,46%, respectivamente.
Casos recentes, como o de uma criança que contraiu a doença após viagem à Bolívia e o de uma jovem não vacinada no Rio de Janeiro, reforçam a vulnerabilidade do país diante da queda na cobertura vacinal e do fluxo intenso de viajantes.
Referência: Informações adaptadas de CNN Brasil.
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