
Sol Sertão Online
Colunista
Uma articulação política incomum envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, o senador Flávio Bolsonaro e Davi Alcolumbre resultou no veto a Jorge Messias. O movimento teria como objetivo central evitar que Messias desse suporte a investigações relacionadas ao Banco Master, especialmente no que tange a possíveis apoios ao ministro André Mendonça.
A convergência de interesses entre figuras opostas no espectro político parece ter sido selada por vínculos com a referida instituição financeira. Flávio Bolsonaro é ligado a doadores de campanha com conexões ao banco, enquanto a esposa de Alexandre de Moraes teria mantido um contrato milionário com a entidade. No caso de Davi Alcolumbre, a suspeita envolve a aplicação de R$ 400 milhões de aposentados do Amapá no Banco Master, valores que teriam sofrido perdas expressivas.
No cenário político baiano, o nome de Jaques Wagner surge em meio a acusações de traição durante as negociações que precederam o veto. A hipótese levantada é que a posição de Wagner tenha sido influenciada por parentes — especificamente sua nora — que teriam recebido recursos provenientes do ecossistema do Banco Master.
Além da blindagem contra investigações, apura-se a existência de um acordo estratégico visando as eleições de outubro. O plano envolveria a possibilidade de Davi Alcolumbre deixar a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) aberta para o próximo presidente. Caso a direita vença o pleito, essa indicação, somada a aposentadorias compulsórias previstas, poderia garantir a maioria da extrema direita na corte.
Em contrapartida, Flávio Bolsonaro apoiaria a reeleição de Alcolumbre para a presidência do Senado em 2027, onde o senador atuaria para barrar pedidos de impeachment contra atuais ministros do STF. Dessa forma, o interesse financeiro em torno do Banco Master teria se tornado o ponto de equilíbrio para superar a polarização política em Brasília.
Referência: Informações adaptadas de UOL.
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