
Sol Sertão Online
Colunista
A região oeste da Colômbia foi palco de uma série de ataques terroristas na última sexta-feira (23), envolvendo o uso de granadas, fuzis e um carro-bomba. As ações, que atingiram as cidades de Cali e Palmira, além de uma base militar, reacenderam o temor de uma nova onda de violência a pouco mais de um mês das eleições presenciais no país.
Um dos ataques mais graves ocorreu em uma unidade militar, onde criminosos utilizaram um ônibus estacionado para lançar cinco cilindros explosivos contra a estrutura. A explosão causou danos significativos à base e deixou duas pessoas feridas, conforme balanço do Exército e da Promotoria. Especialistas militares precisaram realizar a detonação controlada de outros cilindros que não chegaram a explodir.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento da detonação em uma via movimentada, resultando em interdições e forte mobilização policial na área.
As autoridades atribuíram preliminarmente os ataques a dissidentes das Farc, grupo que rompeu o acordo de paz de 2016 e mantém a violência ativa, especialmente agora que as negociações de paz com o governo do presidente Gustavo Petro estão paralisadas.
O ministro do Interior, Armando Benedetti, informou que a região de Cali receberá reforços de efetivo e novas medidas de inteligência para conter a criminalidade.
A cidade de Cali, no Valle del Cauca, é historicamente alvo de grupos armados que disputam o controle do narcotráfico rumo ao Oceano Pacífico, sendo marcada por sequestros e extorsões. Este é o segundo atentado contra a base militar da cidade em menos de um ano; o primeiro ocorreu em abril de 2024.
A escalada da violência acontece em um momento crítico, onde a segurança pública se tornou o tema central da campanha eleitoral. Atualmente, o senador Iván Cepeda é apontado pelas pesquisas como favorito para a sucessão, com previsão de segundo turno para junho.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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