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Sol Sertão Online
Colunista
Imagens recentes divulgadas pela NASA revelam que a Cidade do México está afundando em um ritmo alarmante, fenômeno que agora pode ser monitorado com precisão do espaço. Em determinadas regiões da capital mexicana, o solo cede cerca de 2 centímetros por mês, o que representa um rebaixamento de aproximadamente 24 centímetros ao ano.
De acordo com especialistas, a metrópole já afundou mais de 12 metros em menos de um século. Esse processo de subsidência está diretamente ligado à extração intensiva de água dos aquíferos subterrâneos, provocando a compactação do solo. A situação é agravada pelo fato de a cidade ter sido erguida sobre o leito seco de um antigo sistema de lagos.
Os dados foram coletados pela missão NISAR, um satélite fruto de uma parceria entre a NASA e a agência espacial indiana (ISRO). Equipado com radares de banda L e S, o dispositivo é capaz de penetrar a vegetação e monitorar mudanças superficiais com alta precisão, permitindo a criação de mapas detalhados onde as áreas mais críticas são identificadas.
Os danos já são evidentes em pontos icônicos da cidade. A Catedral Metropolitana, iniciada em 1573, apresenta inclinações perceptíveis. No Paseo de la Reforma, o monumento do Anjo da Independência precisou receber 14 degraus adicionais ao longo dos anos para compensar a descida do terreno. O aeroporto principal da cidade também figura entre as zonas mais afetadas.
Além dos prejuízos estruturais, o afundamento impacta ecossistemas frágeis, como os remanescentes dos lagos Texcoco e Chalco, habitats históricos do axolote mexicano, espécie ameaçada de extinção.
Os novos dados reforçam um alerta crítico: sem uma reformulação imediata na gestão da água e no planejamento urbano, o processo de subsidência continuará a ameaçar a infraestrutura e a segurança da população de uma das maiores metrópoles do mundo.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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