
Sol Sertão Online
Colunista
Muitas mulheres enfrentam sintomas como cansaço extremo, insônia, irritabilidade e ondas de calor, apenas para ouvir que "é coisa da menopausa". No entanto, essa simplificação ignora a complexidade do climatério, um período de transição hormonal que exige atenção especializada para não comprometer a qualidade de vida.
Embora os termos sejam frequentemente confundidos, eles se referem a momentos distintos. O climatério é a fase de transição entre o período reprodutivo e o não reprodutivo, podendo iniciar anos antes da última menstruação e se estender por um tempo após ela. Já a menopausa é um marco específico: a confirmação da ausência de menstruação por 12 meses consecutivos.
Durante esse processo, ocorre uma queda progressiva na produção de estrogênio e progesterona. Essa oscilação é a responsável por sintomas como a irregularidade menstrual, sudorese noturna e alterações bruscas de humor.
As alterações hormonais repercutem em diversos sistemas do corpo. O sono é geralmente um dos primeiros a ser afetado, prejudicando a produtividade e o bem-estar emocional. No aspecto metabólico, é comum a redistribuição de gordura para a região abdominal, o que aumenta a resistência à insulina e os riscos cardiovasculares.
A saúde óssea também entra em alerta, pois a redução do estrogênio acelera a perda de massa óssea, elevando as chances de osteopenia e osteoporose. No campo emocional, a influência biológica pode intensificar quadros de ansiedade e sintomas depressivos.
O climatério não precisa ser sinônimo de sofrimento. A adoção de hábitos saudáveis é fundamental para mitigar os impactos dessa fase. A prática regular de atividades físicas, especialmente os exercícios de resistência, protege a saúde cardiovascular e preserva a massa óssea e muscular.
Uma alimentação equilibrada, rica em cálcio, vitamina D, fibras e proteínas, é essencial para a manutenção metabólica. Além disso, o manejo do estresse e a higiene do sono são pilares importantes do tratamento.
Em casos selecionados, onde os sintomas são intensos e não existem contraindicações, a terapia hormonal pode ser indicada. Essa decisão deve ser individualizada, baseada em uma avaliação clínica rigorosa de riscos e benefícios.
O acompanhamento médico regular permite a identificação precoce de alterações e garante que essa transição seja vivenciada com autonomia, saúde e equilíbrio emocional.
Referência: Informações adaptadas de CNN Brasil.
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