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Sol Sertão Online
Colunista
O senador Ciro Nogueira (PP-PI) tornou-se alvo da Operação Compliance Zero. Embora a lei assegure a presunção de inocência ao parlamentar enquanto investigado, as revelações do caso levantam questionamentos severos sobre sua permanência no cargo sob a ótica da moralidade política.
O ponto central da acusação é a apresentação da emenda nº 11 à PEC nº 65/2023. A proposta visava ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante. De acordo com a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a medida teria o potencial de sextuplicar os negócios do Banco Master, podendo provocar uma "hecatombe no mercado".
Provas apresentadas pela Polícia Federal indicam que o texto da emenda não foi elaborado por assessores do senador, mas sim pela equipe do Banco Master. As investigações apontam que o documento foi entregue em um envelope endereçado a Ciro Nogueira em sua residência e, posteriormente, protocolado no Senado de forma integral.
Segundo as apurações, o banqueiro Vorcaro teria afirmado que o ato legislativo "saiu exatamente como mandei", sugerindo que o mandato do senador foi capturado por interesses privados ocultos.
O caso é apontado como um grave conflito de interesses e uso indevido das prerrogativas parlamentares. A denúncia sustenta que houve uma captura privada da atividade legislativa, onde o cargo de senador teria sido exercido, na prática, para atender a demandas de terceiros em prejuízo da transparência pública.
O episódio reacende o debate sobre a reputação ilibada exigida de parlamentares, especialmente em comparação ao rigor aplicado em indicações para cortes superiores, evidenciando a necessidade de explicações do Senado Federal à sociedade brasileira.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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