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Sol Sertão Online
Colunista
A fabricante Cimed Industria S.A iniciou o recolhimento voluntário e preventivo de lotes de dois medicamentos utilizados para a redução do colesterol: a atorvastatina cálcica e a rosuvastatina cálcica.
Conforme publicado no Diário Oficial da União, a medida foi adotada após a identificação de uma falha no processo de embalagem, que resultou na mistura de cartuchos de rosuvastatina em lotes de atorvastatina. A empresa reforça que a ação é preventiva.
As estatinas são fármacos fundamentais para controlar os níveis de colesterol LDL, popularmente chamado de "colesterol ruim". Elas atuam inibindo a secreção de uma enzima no fígado responsável pela produção de colesterol, reduzindo assim a quantidade de LDL na corrente sanguínea.
O controle do LDL é crucial porque, em excesso, essa substância pode se acumular nas paredes das artérias, formando placas que elevam significativamente o risco de infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVC). Além disso, evidências científicas recentes indicam que as estatinas podem reduzir a mortalidade em adultos com diabetes, independentemente do risco cardiovascular.
Em 2025, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) atualizou a Diretriz de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose. A nova norma tornou as metas de colesterol mais rigorosas e introduziu a categoria de risco extremo, destinada a pacientes que já sofreram múltiplos eventos cardiovasculares. A regra central é clara: quanto maior o risco cardiovascular do paciente, mais baixo deve ser o nível de LDL aceitável no sangue.
Embora sejam medicamentos seguros e eficazes, as estatinas podem causar efeitos colaterais. O mais frequente é a dor muscular, geralmente leve, que costuma ocorrer no primeiro mês de uso. Em casos raros, podem surgir lesões musculares graves com impacto renal ou alterações hepáticas (hepatite medicamentosa), situações que, segundo especialistas, costumam ser reversíveis com o tratamento adequado.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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