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Início/Saúde
Cientista Ester Sabino revela as 'barreiras invisíveis' do machismo na academia
Saúde
imagem - unsplash

Cientista Ester Sabino revela as 'barreiras invisíveis' do machismo na academia

SS

Sol Sertão Online

Colunista

2 de maio de 2026
5 min de leitura

Trajetória de destaque e superação

Ester Sabino, 66 anos, é professora titular da Faculdade de Medicina da USP e referência na ciência brasileira. Com um currículo que inclui a direção do Instituto de Medicina Tropical de São Paulo e a liderança no sequenciamento do genoma do novo coronavírus no Brasil em 2020, a pesquisadora enfrentou, ao longo de sua carreira, situações de descrédito baseadas em preconceitos de gênero.

Mesmo com suas qualificações, Sabino relata ter sido questionada por colegas sobre sua real capacidade de conduzir as pesquisas que liderava. Para a cientista, o machismo se manifesta como uma "barreira invisível", difícil de detectar, mas persistente no ambiente profissional.

O impacto do preconceito no ambiente científico

A trajetória de Ester foi marcada por obstáculos que variaram desde a falta de escuta por parte de colegas até a necessidade de abandonar grupos de pesquisa devido a divergências com equipes compostas exclusivamente por homens. Segundo a pesquisadora, esses episódios eram, muitas vezes, naturalizados.

A compreensão total da dimensão desses problemas ocorreu apenas a partir de março de 2020. Com a notoriedade alcançada durante a pandemia, Sabino passou a frequentar espaços de debate feminista e percebeu que existia uma "névoa" que a impedia de enxergar as dificuldades impostas por ser mulher na ciência.

Incentivo e empoderamento feminino

Atualmente, a cientista dedica-se a incentivar novas gerações de mulheres a ocuparem posições de influência e a não aceitarem situações discriminatórias como normais. Ela destaca a importância de redes de apoio, citando a experiência com o grupo Mulheres do Brasil, liderado pela empresária Luiza Trajano, como um exemplo de como a confiança e o incentivo podem viabilizar projetos ambiciosos.

Reconhecida com a premiação anual do Governo de São Paulo, que leva seu nome para valorizar pesquisadoras de destaque, Ester Sabino reafirma que a luta contra o machismo continua. A cientista defende que a solução passa pelo apoio mútuo entre mulheres e pela busca ativa por priorizar a liderança feminina em espaços de gestão e decisão.


Referência: Informações adaptadas de UOL.

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