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Caio Alves da Gama
Colunista
Manuela Vieira Matos Silva, de 23 anos, foi encontrada morta dentro do congelador de uma geladeira em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, no último domingo (29). O crime chocou a cidade e a região. O principal suspeito, Lucas Santos Lima, de 29 anos, confessou o assassinato e foi detido na segunda-feira (30), em Ilhéus, no sul do estado. A jovem estava desaparecida há quatro dias.
O corpo de Manuela foi descoberto após a companheira de Lucas acionar a polícia. Ela relatou que iria se mudar para o imóvel e, ao procurar por Lucas – que estava sem dar notícias por um dia –, encontrou a vítima dentro do eletrodoméstico, em posição fetal. A Polícia Militar foi chamada e confirmou a ocorrência.
Após a remoção, o corpo foi encaminhado ao Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Vitória da Conquista para necropsia. O procedimento, realizado na terça-feira (31), visa determinar a causa e a data exata da morte, além de verificar uma possível gravidez, conforme levantado pela família. O resultado da análise ainda não foi divulgado.
Em depoimento à Polícia Civil, Lucas Santos Lima confessou ter matado Manuela. Ele alegou que o crime ocorreu após uma discussão entre os dois, enquanto ambos faziam uso de drogas. Lucas também informou que teve um breve relacionamento com a vítima no passado, mas que já havia terminado. Segundo a polícia, o suspeito afirmou ter agido sozinho e que tentava fugir do estado. Ele é, até o momento, o único suspeito do assassinato.
Manuela Vieira Matos Silva era mãe de duas crianças, de 4 e 2 anos, que estavam sob os cuidados de uma casa de acolhimento. A família da jovem relatou que ela sentia profunda tristeza por estar longe dos filhos. O desaparecimento de Manuela havia sido registrado quatro dias antes da descoberta do corpo, com a última vez em que foi vista com vida sendo na quarta-feira (25).
A tia da vítima, que morou com Manuela em Vitória da Conquista, confirmou o relacionamento passado entre a jovem e Lucas Santos Lima, descrevendo-o como um homem violento. “Ele nunca aceitou o término, então ficava rodeando Manu para que ela voltasse com ele. (...) Soube que ele era uma pessoa bem agressiva”, declarou a parente, que preferiu não se identificar.
A tia de Manuela também levantou questionamentos sobre o papel da companheira de Lucas na descoberta do corpo. Ela manifestou estranhamento pelo fato de a mulher ter ido ao imóvel para procurar Lucas, que fugiu para Ilhéus, onde o avô da parceira possui uma pousada. Contudo, a Polícia Civil não considera a companheira de Lucas como suspeita de envolvimento no crime.
Outra informação relevante, compartilhada pela tia, é que Manuela suspeitava estar grávida pela terceira vez. A confirmação da gestação será um dos pontos a serem esclarecidos pela necropsia.
O delegado Roberto Júnior, titular da Diretoria Regional de Polícia do Interior (Dirpin) Sudoeste/Sul, reiterou a importância do laudo cadavérico para esclarecer todos os detalhes do caso, incluindo a data e causa da morte, e a possível gravidez. A polícia suspeita que o crime possa ter ocorrido no mesmo dia do desaparecimento de Manuela. As investigações continuam para apurar todas as circunstâncias e eventuais outras participações no delito.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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