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Sol Sertão Online
Colunista
Sam Altman, CEO da OpenAI, expressou profundo arrependimento à cidade de Tumbler Ridge, no Canadá, após um ataque perpetrado por uma ex-usuária do ChatGPT que resultou na morte de oito pessoas em fevereiro. O executivo admitiu que a empresa falhou ao não alertar as autoridades policiais sobre conteúdos preocupantes postados pela usuária na plataforma.
O massacre ocorreu no dia 10 de fevereiro, quando uma jovem de 18 anos matou a própria mãe e o meio-irmão em casa, dirigindo-se em seguida a uma escola secundária local. No estabelecimento de ensino, a atiradora matou cinco crianças e um professor antes de cometer suicídio.
A OpenAI revelou que a conta da suspeita já havia sido banida em junho, oito meses antes do crime, após ser identificada por sistemas de detecção de abuso. No entanto, a empresa justificou que a atividade da usuária, na época, não teria sido considerada grave o suficiente para reportar o caso à polícia canadense.
Altman justificou a demora no pedido de desculpas, alegando que quis respeitar o período de luto dos moradores de Tumbler Ridge. A declaração, porém, foi recebida com ceticismo por David Eby, primeiro-ministro da província da Colúmbia Britânica, que classificou a retratação como "necessária, mas grosseiramente insuficiente".
A negligência da gigante de tecnologia já reflete em instâncias judiciais. A família de uma estudante gravemente ferida no tiroteio moveu uma ação contra a OpenAI, alegando que a empresa sabia que a atiradora planejava um evento de mortes em massa e não tomou as providências cabíveis.
Diante de ameaças de ações regulatórias por parte do governo canadense, a OpenAI afirmou que está reforçando suas medidas de segurança e criou um canal de comunicação direta com a polícia. A empresa reiterou seu compromisso em colaborar com governos para evitar que tragédias semelhantes voltem a acontecer.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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