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Sol Sertão Online
Colunista
O julgamento de sete policiais militares acusados de matar Geovane Mascarenhas de Santana, em um crime brutal ocorrido em 2014, foi adiado. A sessão, que estava prevista para esta segunda-feira (27) no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador, foi remarcada para o dia 17 de junho, com previsão de duração de três dias.
De acordo com o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), a decisão foi tomada após a defesa dos acusados solicitar acesso a informações que não constavam nos autos digitais, pois, na época dos fatos, o processo tramitava por meio físico. O Tribunal informou que a solicitação foi aceita para garantir o direito à plenitude de defesa e evitar eventuais nulidades no julgamento.
Geovane desapareceu no dia 2 de agosto de 2014, após ser abordado por uma guarnição da Polícia Militar enquanto pilotava sua motocicleta. Segundo a denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA), a vítima foi sequestrada e levada para a Rua Luiz Maria, no bairro da Calçada, onde foi assassinada. O corpo foi abandonado no Parque São Bartolomeu, no subúrbio da capital, decapitado, carbonizado e com a retirada de órgãos genitais e de duas tatuagens.
Os policiais militares respondem por homicídio qualificado, cometido por motivo torpe e com a utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. O MP-BA também imputou aos réus o crime de roubo qualificado, devido ao furto da motocicleta e do celular do jovem. Com exceção do policial Jailson Gomes Oliveira, os demais também respondem por ocultação de cadáver.
A identificação dos envolvidos foi possível graças ao trabalho da Polícia Civil, que analisou os dados de GPS das viaturas e rádios de comunicação. A perícia do Departamento de Polícia Técnica (DPT) constatou que a fiação do GPS de uma das viaturas, comandada pelo subtenente Cláudio Bonfim Borges, havia sido danificada. No entanto, as coordenadas do rádio de comunicação comprovaram que os veículos estiveram no local onde os restos mortais de Geovane foram deixados.
Além disso, a investigação revelou que os relatórios de serviço assinados pelos policiais descreviam rotas totalmente divergentes das registradas pelos sistemas de monitoramento da corporação.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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