
Sol Sertão Online
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A comissão especial da Câmara dos Deputados, responsável por analisar o fim da escala 6x1, realiza nesta quarta-feira (6) a sua primeira audiência pública. O convidado central é o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que deve defender o Projeto de Lei do Governo Federal para a redução da jornada de trabalho.
Além do ministro, a audiência contará com a participação de especialistas, incluindo o Diretor do Escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Vinícius Carvalho Pinheiro, a vice-procuradora geral do Ministério Público do Trabalho, Teresa Cristina D’Almeida Basteiro, e o juiz do Trabalho Hugo Cavalcanti Melo Filho.
O debate sobre a redução da carga horária tem gerado fortes reações. Enquanto centrais sindicais mobilizam manifestações nos corredores da Câmara em apoio à medida, comitivas de empresários, lideradas pela Fecomercio-SP, buscam articular junto a parlamentares e à presidência da Casa a manutenção da jornada atual de 44 horas semanais.
Para aprofundar a análise técnica, a comissão prevê ouvir ainda os ministros da Fazenda, da Secretaria-Geral e das Mulheres, além do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para discutir a inflação e os possíveis impactos macroeconômicos da mudança.
O relator da proposta, deputado Leo Prates, estabeleceu um cronograma rigoroso. A previsão é de que o parecer seja apresentado no dia 20 de maio, com votação no colegiado em 26 de maio e encaminhamento ao plenário no dia 27 de maio. A meta da cúpula da Câmara é concluir a votação em dois turnos antes de junho.
As discussões baseiam-se em propostas apresentadas pelos deputados Reginaldo Lopes e Erika Hilton, que defendem a redução da jornada sem redução salarial. Atualmente, a comissão analisa a viabilidade de períodos de transição e possíveis incentivos ao setor produtivo para mitigar os impactos financeiros aos empregadores.
Referência: Informações adaptadas de CNN Brasil.
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