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Câmara analisa projeto que proíbe educação sexual em escolas brasileiras
Educação
Foto de Shelby Murphy Figueroa na Unsplash

Câmara analisa projeto que proíbe educação sexual em escolas brasileiras

SS

Sol Sertão Online

Colunista

30 de junho de 2026
5 min de leitura

Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1.


Proposta legislativa visa restringir conteúdos nas escolas

A Câmara dos Deputados analisa o projeto de lei nº 4.844/2023, de autoria do deputado Rodolfo Nogueira (PL), que propõe a proibição da educação sexual em todas as escolas de educação básica do Brasil, incluindo conteúdos sobre aspectos biológicos básicos.

A medida ocorre após o governo Lula reincluir a educação sexual e a prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) no Programa Saúde na Escola. Esses temas haviam sido retirados durante a gestão de Jair Bolsonaro, que manteve apenas ações de alimentação saudável e atividade física.

O debate é contextualizado por dados que apontam que, no Brasil, uma adolescente se torna mãe a cada dois minutos e 25% das meninas de 13 a 17 anos já sofreram assédio sexual. Pesquisadores defendem que a escola é essencial na prevenção, pois a maior parte das violências sexuais é cometida por familiares ou conhecidos.

Enquanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) sugere que a educação sexual comece gradualmente aos cinco anos, especialistas afirmam que não existe uma idade única ideal, embora alguns recomendem a abordagem antes da puberdade. Estudos indicam que o acesso precoce a esses temas tende a retardar o início da vida sexual e reduzir a taxa de ISTs.

A discussão segue dividindo opiniões entre famílias, educadores e parlamentares sobre a responsabilidade da escola na orientação de crianças e adolescentes.

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