
Sol Sertão Online
Colunista
Muitas pessoas se preocupam ao notar fios de cabelo no ralo do banheiro ou na escova. A ideia de que perder até 100 fios por dia é o limite do normal é comum, mas a realidade é mais complexa e varia de acordo com cada indivíduo.
De acordo com dermatologistas, a perda diária costuma variar entre 50 e 100 fios. Isso ocorre porque o cabelo passa por fases bem definidas: crescimento, transição e a fase telógena, que é justamente quando o fio se desprende para dar lugar a um novo.
No entanto, esse número não é uma regra fixa. A percepção da queda depende de fatores como a densidade capilar, o comprimento dos fios, a genética e a idade. Pessoas com cabelos mais volumosos podem perder mais fios sem que isso represente um problema, enquanto quem tem fios mais finos nota a queda com maior facilidade.
A rotina de higiene também impacta a percepção. Quem lava o cabelo com menos frequência tende a notar um volume maior de fios caindo em um único banho, o que não significa necessariamente uma queda anormal.
Outros pontos determinantes incluem:
Hormônios: Alterações na puberdade, gravidez, pós-parto, menopausa ou distúrbios da tireoide podem desencadear eflúvios, que são períodos de queda mais intensa e geralmente temporários.
Idade: Com o passar dos anos, o ciclo capilar torna-se mais lento e os fios podem crescer mais finos, dando a impressão de rarefação.
Sazonalidade: No outono, é comum ocorrer o eflúvio sazonal, fenômeno em que a mudança de luz e temperatura faz com que mais fios entrem simultaneamente na fase de queda.
Embora a queda seja um processo natural, é fundamental estar atento a sinais de perigo. Quedas intensas, prolongadas ou que resultem em falhas visíveis no couro cabeludo indicam a necessidade de uma avaliação médica imediata.
Para preservar a saúde dos fios, especialistas recomendam manter uma alimentação equilibrada, controlar o estresse, cuidar da higiene do couro cabeludo e evitar o uso excessivo de calor (secadores e chapinhas) e procedimentos químicos agressivos.
Atenção: a automedicação ou o uso indiscriminado de produtos capilares pode mascarar causas importantes ou até agravar o quadro clínico.
Referência: Informações adaptadas de CNN Brasil.
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