
Sol Sertão Online
Colunista
O Instituto Tecnológico de Mauá iniciará, em maio, uma série de testes para investigar a viabilidade de elevar a mistura obrigatória de biodiesel no diesel para 20% (B20). A iniciativa visa fortalecer a posição do Brasil como potência em biocombustíveis e diminuir a dependência de fontes energéticas importadas e combustíveis fósseis, especialmente diante da instabilidade energética global provocada por conflitos internacionais.
Atualmente, a legislação brasileira estabelece misturas obrigatórias de 15% de biodiesel no diesel e 30% de etanol anidro na gasolina. De acordo com Renato Romio, gerente da divisão de veículos do instituto, os motores serão submetidos a 300 horas de testes para analisar pontos críticos, como o comportamento do sistema de injeção, a inspeção do bico injetor e possíveis entupimentos de filtros.
O cronograma prevê a instalação do primeiro motor no próximo mês, com a chegada dos combustíveis prevista para a última semana de maio. Em uma segunda etapa, a pesquisa irá aprofundar a análise das emissões de poluentes, testando misturas que variam entre 7% e 25% de biodiesel.
Para o setor produtivo, a medida é vista com otimismo. Daniel Amaral, diretor de economia e assuntos regulatórios da Abiove, destacou que a abrangência dos testes, discutidos entre diversas entidades do setor, abre caminho para a expansão do uso do biodiesel, criando um cenário promissor para a indústria de óleos vegetais e a sustentabilidade energética do país.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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