Sol Sertão Online
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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por CNN Brasil.
A Bolívia enfrenta três semanas de intensos protestos contra o governo de Rodrigo Paz, que assumiu a presidência há seis meses. Manifestantes, compostos por indígenas, sindicalistas, mineradores e produtores de coca, reivindicam aumentos salariais, opõem-se a reformas governamentais e denunciam a grave escassez e a baixa qualidade do combustível no país.
Os bloqueios de estradas têm provocado a falta de alimentos e remédios em diversos estados, forçando o governo a distribuir carne e frango em La Paz. A situação é crítica: ao menos três mortes foram registradas devido à impossibilidade de passagem de ambulâncias, e tentativas de abrir corredores humanitários resultaram em confrontos e emboscadas contra forças de segurança.
No cenário internacional, os Estados Unidos enviaram apoio logístico e alimentos emergenciais, com o Secretário de Estado, Marco Rubio, afirmando que não tolerará tentativas de desestabilização do governo Paz. Em contrapartida, o ex-presidente Evo Morales classificou a intervenção norte-americana como um sinal do fracasso da atual gestão.
Morales propôs que o governo convoque novas eleições em 90 dias para evitar conflitos fatais, alertando que a militarização das ruas seria uma "decisão suicida". Embora tenha anunciado uma reforma ministerial, Rodrigo Paz reafirmou que não pretende deixar o cargo, apesar da crescente pressão popular por sua renúncia.
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