%2Fhttps%3A%2F%2Fi.s3.glbimg.com%2Fv1%2FAUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a%2Finternal_photos%2Fbs%2F2025%2Fd%2Fr%2FWCbO9RT6W34sGsGISHTQ%2Fadobestock-944311966.jpeg&w=3840&q=75)
Sol Sertão Online
Colunista
Uma das dúvidas mais frequentes entre estudantes e falantes da língua portuguesa reside na concordância das cores: o correto é dizer "blusas cinza" ou "blusas cinzas"? A resposta para esse dilema depende da origem gramatical da palavra utilizada para descrever a tonalidade.
A gramática estabelece uma distinção clara: as cores que funcionam originalmente como adjetivos (termos que caracterizam algo) devem variar para concordar com o objeto. Já as cores que são substantivos "emprestados" — ou seja, nomes de frutas, flores, pedras ou objetos — permanecem invariáveis.
Quando a cor é composta por dois elementos, a regra muda conforme a natureza das palavras. Se a cor for formada por dois adjetivos, como "azul-claro" ou "verde-escuro", apenas o segundo elemento deve variar (por exemplo: "sapatos azul-claros" ou "blusas verde-claras").
Por outro lado, se um dos elementos da composição for um substantivo, como ocorre em "azul-turquesa" ou "amarelo-ouro", toda a expressão permanece invariável, independentemente do número do objeto (exemplo: "camisas azul-turquesa").
A língua é um organismo vivo e sofre transformações. Um exemplo notável é a cor rosa; embora derive de uma flor (substantivo), o uso cotidiano tornou a variação "blusas rosas" aceitável para muitos gramáticos. O mesmo fenômeno começa a ser observado com a cor laranja.
Apesar dessa flexibilidade na oralidade e em contextos informais, especialistas alertam que avaliações escolares, vestibulares e situações formais ainda exigem o cumprimento rigoroso das normas gramaticais. Para evitar equívocos, a dica é sempre identificar se a cor tem origem em um objeto ou fruto, o que geralmente indica a sua invariabilidade.
Referência: Informações adaptadas de G1.
Carregando autenticação...
Carregando comentários...