
Sol Sertão Online
Colunista
A interrupção do fluxo de petróleo e gás pelo Estreito de Ormuz deve gerar impactos ainda mais severos nas próximas semanas. Com a redução drástica dos estoques globais, analistas e executivos do setor alertam que o mercado mundial está cada vez mais restrito e dependente de ajustes na demanda.
De acordo com a Administração de Informação de Energia dos EUA (EIA), os estoques de gasolina nos Estados Unidos atingiram, em 24 de abril, o nível mais baixo para o período em mais de uma década, registrando 222 milhões de barris. O grupo de inteligência marítima Kpler reforça que, embora uma recuperação gradual possa ocorrer a partir de junho, a vulnerabilidade do setor permanece alta.
O CEO da Exxon, Darren Woods, alertou acionistas que o mercado ainda não absorveu totalmente a magnitude da interrupção. Segundo o executivo, a crise foi temporariamente atenuada por petroleiros que já estavam em trânsito e pela liberação de reservas estratégicas governamentais, mas esse fôlego está se esgotando.
A gravidade da situação é evidenciada por dados da Marinha do Reino Unido, que reportou uma queda de 90% no tráfego do estreito desde o início do conflito. Atualmente, menos de 10 navios transitam diariamente pela via, deixando aproximadamente 20 mil marinheiros retidos em embarcações no Golfo.
No campo político, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou existir alternativas além do bloqueio aos portos iranianos. No entanto, o Irã mantém uma postura inflexível quanto ao controle da região.
Por meio da agência de notícias Tasnim, o governo iraniano reafirmou que a administração do Golfo será implementada sob o comando do Líder Supremo, sinalizando que não há disposição para ceder o controle sobre o estratégico Estreito de Ormuz.
Referência: Informações adaptadas de CNN Brasil.
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