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Sol Sertão Online
Colunista
Foram meses de incertezas e exames rigorosos até que Izabel Peralta Fortunato, a Bela, de 63 anos, recebesse o diagnóstico definitivo em 2024: Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). A doença, uma condição neurodegenerativa que compromete os neurônios motores, provoca a perda progressiva e irreversível da capacidade de movimento. No caso de Bela, os primeiros sinais surgiram de forma sutil, com dificuldades na caminhada, levando a família a realizar inúmeras ressonâncias e exames antes de compreender a gravidade do quadro.
Atualmente, Bela está internada há mais de 150 dias em uma UTI em São Paulo. Sem a capacidade de falar, ela se comunica por meio de um dispositivo que capta o movimento dos olhos. De acordo com especialistas, a permanência prolongada em ambiente hospitalar para pacientes com ELA representa um risco elevado de infecções nosocomiais, úlceras por pressão e tromboses.
A complexidade da ELA exige um tratamento multidisciplinar especializado. Fisioterapia motora e respiratória, suporte nutricional e fonoaudiologia devem ser aplicados com precisão, pois exercícios intensos — comuns em reabilitações gerais — podem acelerar a morte dos neurônios motores sobreviventes no paciente com ELA.
A família de Izabel trava agora uma batalha na Justiça para garantir que a paciente receba o tratamento domiciliar (home care) de alta complexidade indicado por seus médicos. Uma perícia judicial já corroborou que o quadro de Bela é compatível com o atendimento domiciliar especializado e urgente.
O neurologista Filipe Di Pace, que acompanha a paciente, afirma que Bela está alerta, coerente e com parâmetros clínicos estáveis, possuindo plenas condições de alta para internação domiciliar. Segundo o especialista, a manutenção da paciente no hospital aumenta drasticamente o risco de eventos fatais.
Do outro lado do impasse, a operadora de saúde Hapvida argumenta que a paciente apresenta instabilidade respiratória e necessidade de suporte intensivo contínuo, alegando que a desospitalização não é viável no momento por critérios técnicos. A empresa afirma atuar em conformidade com os protocolos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e que a segurança da paciente é a prioridade.
Apesar de decisões judiciais anteriores e de prazos concedidos por magistrados para a implementação do serviço, a família relata que a solução ainda não foi concretizada, mantendo a paciente em um ciclo de internação forçada enquanto a estrutura para o cuidado domiciliar já está pronta para ser assumida.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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