Sol Sertão Online
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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1.
Um estudo publicado na revista Critical Care demonstrou que é possível identificar o nível de pressão arterial adequado para pacientes com lesões cerebrais graves de forma não invasiva. Utilizando sensores externos e inteligência artificial, a nova metodologia apresentou precisão equivalente ao método "padrão-ouro", que exige a inserção cirúrgica de um cateter no cérebro.
A precisão no controle da pressão é crítica, pois valores baixos demais podem causar isquemia, enquanto valores excessivos aumentam o edema e a pressão intracraniana. Até então, a determinação desse equilíbrio dependia de procedimentos cirúrgicos de alto custo ou de protocolos empíricos baseados na experiência clínica e intuição médica.
A pesquisa foi conduzida com dados de 114 pacientes no Brasil, Portugal e Estados Unidos, a maioria com traumatismo cranioencefálico grave (68%), além de casos de AVC isquêmico e hematomas intracranianos. O estudo validou a eficácia do sensor em captar pulsações do crânio em tempo real para guiar decisões clínicas individualizadas.
Desenvolvida pela empresa brain4care, a tecnologia já é adotada por instituições como os hospitais Albert Einstein e Nove de Julho, em São Paulo, o Hospital Cristo Redentor, em Porto Alegre, e o Hospital da University of California, San Diego, nos Estados Unidos.
A implementação desse método torna o cuidado personalizado acessível a um número maior de hospitais, eliminando os riscos inerentes a cirurgias de monitoramento e reduzindo a dependência de softwares proprietários de alto custo e disponibilidade limitada.
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