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Sol Sertão Online
Colunista
Um atentado a bomba no sudoeste da Colômbia deixou 14 mortos e pelo menos 38 feridos neste sábado (25). A explosão ocorreu no departamento de Cauca e vitimou cinco menores de idade, elevando a instabilidade no país a pouco mais de um mês das eleições presidenciais.
As autoridades atribuem o crime a dissidentes da guerrilha das Farc que não aderiram ao acordo de paz firmado em 2016. O presidente Gustavo Petro classificou os responsáveis como "terroristas, fascistas e narcotraficantes", apontando Iván Mordisco — o criminoso mais procurado da nação — como o mentor do ataque.
A violência tem escalado rapidamente na região. Apenas nos últimos dois dias, foram registrados 26 ataques nos departamentos de Cauca e Valle del Cauca, incluindo uma ofensiva contra uma base militar em Cali na última sexta-feira. Em resposta, o ministro da Defesa, Pedro Sánchez, confirmou o reforço do contingente militar e policial na área afetada para conter a onda de terror.
O clima de insegurança coincide com a reta final para o pleito presidencial, marcado para 31 de maio. A segurança pública tornou-se um dos temas centrais do debate, especialmente após o assassinato do pré-candidato de direita Miguel Uribe, ocorrido em junho de 2025.
Atualmente, as pesquisas apontam o senador Iván Cepeda como favorito, seguido pelos conservadores Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia. Os três candidatos já denunciaram ter recebido ameaças de morte e contam com esquemas rigorosos de proteção. Enquanto Cepeda é visto como o herdeiro político do atual governo, de la Espriella e Valencia criticam a política de paz de Petro e prometem a adoção de uma linha dura contra os rebeldes.
Historicamente, grupos armados financiados pelo narcotráfico, garimpo ilegal e extorsão utilizam a violência como ferramenta de pressão sobre o processo eleitoral na Colômbia.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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