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Sol Sertão Online
Colunista
O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou a liberação de US$ 1 bilhão (aproximadamente R$ 4,9 bilhões) para a Argentina. O montante integra um programa de socorro mais amplo, no valor de US$ 20 bilhões, destinado a impulsionar a recuperação da economia do país sul-americano.
O acordo, com vigência de quatro anos, visa oferecer fôlego financeiro ao governo do presidente Javier Milei. Os recursos serão utilizados para a reorganização das contas públicas e a desestruturação do controle cambial, medida que restringia historicamente o uso de dólares na Argentina.
Este é o 23º acordo firmado entre a Argentina e o organismo sediado em Washington, evidenciando as dificuldades crônicas do país em manter o equilíbrio econômico e evitar ciclos de crise.
De acordo com o FMI, as reformas implementadas pela gestão atual ganharam tração nos últimos meses, especialmente no controle da inflação e da taxa de câmbio. Tais avanços permitiram a recomposição das reservas internacionais, fundamentais para a quitação de dívidas e a manutenção da estabilidade monetária.
Apenas em 2026, o Banco Central argentino realizou compras de moeda estrangeira que somam mais de US$ 5,5 bilhões. No total, o suporte de organismos internacionais para o país alcança cerca de US$ 42 bilhões, permitindo a flexibilização gradual do mercado de câmbio.
Apesar dos progressos, a inflação continua sendo um obstáculo significativo. Em março, o índice registrou 3,4%, o maior nível mensal em um ano, impulsionado por altas nos setores de educação, transporte, energia, habitação e alimentos. No acumulado de 12 meses, a inflação apresentou uma leve desaceleração, situando-se em 32,6%.
O governo argentino trabalha com a meta de manter a inflação mensal abaixo de 2%, patamar considerado essencial para consolidar a recuperação econômica e avançar na total abertura do mercado de câmbio.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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