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Sol Sertão Online
Colunista
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estabeleceu novas normas para a comercialização de suplementos alimentares à base de cúrcuma. A medida, publicada no Diário Oficial da União, impõe limites de dosagem e a obrigatoriedade de advertências nos rótulos para prevenir riscos à saúde dos consumidores.
A decisão foi tomada após a identificação de casos raros, porém graves, de inflamação e danos ao fígado associados ao uso de versões concentradas do composto. Órgãos de saúde de países como França, Canadá, Itália e Austrália já haviam emitido alertas semelhantes sobre episódios de hepatite ligados ao consumo desses suplementos.
Segundo a Anvisa, o problema principal reside em formulações que potencializam a absorção da curcumina — o composto ativo da planta —, elevando a quantidade processada pelo organismo e podendo causar reações inflamatórias.
Com a nova regulamentação, os suplementos devem seguir parâmetros rigorosos de dosagem para adultos. Além disso, torna-se obrigatória a inclusão de um alerta claro nos rótulos, informando que o produto não deve ser consumido por: gestantes, lactantes, crianças e pessoas com doenças hepáticas, biliares ou úlceras gástricas.
As empresas do setor terão um prazo de seis meses para adaptar suas fórmulas e embalagens. Durante esse período de transição, a venda continua permitida, desde que as advertências estejam disponíveis em canais oficiais, como sites e serviços de atendimento ao consumidor.
A Anvisa ressaltou que a nova regra não se aplica ao consumo de cúrcuma como tempero. Nas quantidades utilizadas na alimentação cotidiana, a substância é considerada segura. O foco da medida são exclusivamente os suplementos, que concentram doses muito mais elevadas do composto ativo.
O cirurgião do aparelho digestivo Pedro Bertevello alerta para a percepção equivocada de que produtos naturais são totalmente seguros. Segundo o especialista, o uso de doses elevadas sem orientação médica ou a combinação com outros medicamentos pode sobrecarregar o fígado, resultando em um quadro de hepatite medicamentosa.
Bertevello também destaca a falta de padronização entre os produtos no mercado, o que dificulta o controle da dose real ingerida pelo usuário.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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