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Sol Sertão Online
Colunista
A noite de 24 de abril foi marcada por uma celebração profunda da música brasileira no Acaso Cultural, no Rio de Janeiro. A cantora Aline Paes e o violonista Pedro Franco apresentaram um espetáculo dedicado aos 60 anos do álbum “Os afro-sambas de Baden e Vinicius”, obra lançada em 1966 que permanece como um dos pilares da discografia nacional.
A performance de Aline Paes destacou-se pela precisão rítmica e segurança vocal. Um dos pontos altos do show ocorreu durante a interpretação de “Lamento de Exu”, momento em que a artista utilizou bases sintéticas para criar um contraste moderno com a tradição da obra. Aline, que trilha um caminho independente na MPB, demonstrou maturidade ao transitar entre a força dos vocalizes em “Canto de Iemanjá” e a delicadeza melódica de “Tristeza e solidão”.
Ao seu lado, o músico Pedro Franco trouxe a exuberância de seu violão, com um toque percussivo que honra a herança de Baden Powell. Com trajetória que inclui parcerias com nomes como Maria Bethânia e Zélia Duncan, Franco emocionou o público ao dedicar o momento solo “Black Powell” ao seu mestre e inspiração.
O show não se limitou a reproduzir as gravações originais, mas reinterpretou clássicos como “Bocochê”, “Tempo de amor” e “Canto de Ossanha” com respeito à ancestralidade e às influências das religiões de matriz africana. A apresentação também expandiu horizontes ao incluir “Consolação” e “Labareda”, além de homenagear o centenário maestro Moacir Santos com a canção “Oduduá”.
Encerrado com o bis de “Berimbau”, o espetáculo reafirmou a atualidade dos afro-sambas, que continuam a inspirar e seduzir artistas de alto nível técnico e expressivo, mantendo viva a chama de uma das eras mais ricas da música brasileira.
Referência: Informações adaptadas de G1 Pop & Arte.
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