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Início/Entreterimento
Alice Caymmi revitaliza legado de Dorival com fusão entre Bahia, Jamaica e ritmos latinos
Entreterimento
Alice Caymmi lança o álbum 'Caymmi' com releituras de 12 músicas do compositor Dorival Caymmi (1914 – 2008), avô da artista — Foto: Reprodução / Vídeo

Alice Caymmi revitaliza legado de Dorival com fusão entre Bahia, Jamaica e ritmos latinos

SS

Sol Sertão Online

Colunista

2 de maio de 2026
5 min de leitura

Homenagem e Modernidade

Em uma celebração ao 112º aniversário de nascimento de seu avô, o mestre Dorival Caymmi, a cantora Alice Caymmi lançou o álbum intitulado “Caymmi”. A obra propõe um novo olhar sobre o cancioneiro do compositor baiano, buscando caminhos contemporâneos para reinterpretar clássicos que já haviam sido lapidados pelo próprio autor e por sua filha, Nana Caymmi.

Exploração Sonora e Latinidade

Com produção musical de Iuri Rio Branco, o disco mergulha nas águas da latinidade vintage, distanciando-se das tendências atuais do reggaeton. O resultado é uma sonoridade rica, onde a salsa tempera “Canção da partida” e o calypso transforma a batida de “Maracangalha”, deslocando a obra para novas latitudes.

A Ponte entre Bahia e Jamaica

Um dos pontos altos do álbum é a conexão ancestral entre Salvador e Kingston. Alice transita com naturalidade entre o reggae e ritmos locais, como o alujá do Candomblé em “Modinha para Gabriela” e a cadência do reggae em “O que é que a baiana tem?”. A raiz baiana permanece firme com a presença do ijexá em “Dois de fevereiro”.

Versatilidade Vocal

A artista demonstra sua amplitude vocal em diversas atmosferas. Enquanto “Adeus” é envelopada por uma estética de trip-hop, a canção praieira “O bem do mar” destaca seus agudos. O álbum conta ainda com a colaboração de Doug Bone no trombone e trompete, e Theo Silva na guitarra, trazendo toques cubanos em faixas como “Morena do mar”.

Respeito à Ancestralidade

Apesar das inovações harmônicas e do frescor rítmico, o projeto mantém total respeito às letras e melodias originais. Um exemplo disso é a faixa “Eu não tenho onde morar”, revitalizada com a cadência do reggae praieiro e toques de dub.

Ao evitar o tradicionalismo rígido, Alice Caymmi honra a dinastia da família e cumpre a missão de apresentar a obra-prima de Dorival Caymmi para as novas gerações.


Referência: Informações adaptadas de G1 Pop & Arte.

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