
Sol Sertão Online
Colunista
Mesmo com restrições rigorosas impostas desde 2023, a gordura hidrogenada permanece como um risco silencioso na dieta de grande parte da população brasileira. Presente em diversos alimentos ultraprocessados, essa substância é apontada por especialistas como uma das mais prejudiciais à saúde cardiovascular.
De acordo com a nutricionista Elaine Rodrigues, a gordura hidrogenada não oferece nenhum benefício ao organismo, atuando diretamente na formação de placas de gordura nas artérias. O consumo excessivo provoca o aumento do colesterol LDL (conhecido como "ruim") e a redução do HDL ("bom"), elevando drasticamente as chances de infarto e AVC.
Estudos publicados na revista Arquivos Latino-Americanos de Nutrição corroboram a relação direta entre a ingestão de gorduras hidrogenadas e ácidos graxos com o crescimento de doenças coronarianas.
Para evitar a ingestão dessas substâncias, a análise cuidadosa dos rótulos é fundamental. A nutricionista alerta que o consumidor não deve se basear apenas na tabela nutricional, mas sim na lista de ingredientes.
Termos como "gordura vegetal hidrogenada" ou "parcialmente hidrogenada" confirmam a presença de gordura trans. "Mesmo que o rótulo indique '0g de gordura trans', a legislação permite pequenas quantidades por porção; por isso, se o termo aparecer nos ingredientes, o alimento contém a substância", explica Rodrigues.
Além dos danos ao coração, a ingestão regular de gorduras hidrogenadas pode desencadear quadros de inflamação generalizada, resistência à insulina, obesidade e acúmulo de gordura abdominal, além de prejudicar a saúde cerebral a longo prazo.
A recomendação de especialistas é clara: o consumo deve ser o mais próximo possível de zero, já que não existe uma quantidade considerada segura para a ingestão regular.
No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) determinou a eliminação progressiva dessas gorduras industriais, seguindo uma tendência global para mitigar o risco de doenças crônicas na população.
Referência: Informações adaptadas de CNN Brasil.
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