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Sol Sertão Online
Colunista
A gordura abdominal é frequentemente vista apenas como uma questão de estética, mas especialistas alertam que o acúmulo de tecido adiposo na região central do corpo representa um sério risco à saúde. Muito além do caimento das roupas, a gordura visceral está ligada a doenças graves e inflamações sistêmicas.
Estudos da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, revelam que o acúmulo de gordura na região abdominal estimula a produção de citocinas, proteínas que causam inflamações no organismo. Além disso, a produção de angiotensina pode provocar o estreitamento dos vasos sanguíneos, resultando em hipertensão arterial e aumentando o risco de asma, demência e certos tipos de câncer.
O cardiologista Shiv Kumar Choudhry, do Hospital Fortis Escorts, em Nova Déli, ressalta que esse tipo de gordura é mais perigoso que a armazenada em outras partes do corpo. Segundo o médico, quando as células de gordura abdominal se rompem, liberam substâncias tóxicas que inflamam os vasos sanguíneos do coração e geram resistência à insulina, elevando significativamente as chances de diabetes tipo 2 e doenças cardíacas.
Diversos fatores podem contribuir para o aumento da circunferência abdominal, incluindo a genética, alterações hormonais, idade, excesso de peso e a menopausa. No entanto, a manutenção de um estilo de vida desequilibrado e dietas inadequadas são os principais catalisadores desse problema.
Para reverter esse quadro, especialistas recomendam a combinação de dieta equilibrada, atividade física regular e hábitos saudáveis. Confira as principais orientações:
Alimentação Estratégica: Priorize alimentos ricos em fibras e proteínas (como ovos, peixes, aves e soja), que promovem a saciedade e reduzem a produção de grelina, o hormônio da fome. Evite carboidratos refinados, como pães brancos e batatas fritas, que causam picos de açúcar no sangue.
Higiene do Sono e Mental: A falta de sono altera os hormônios da fome, enquanto o estresse crônico eleva os níveis de cortisol, facilitando o acúmulo de gordura na barriga. Manter a qualidade do descanso e gerenciar o estresse são passos fundamentais.
Hábitos Diários: Evite alimentar-se entre duas e três horas antes de dormir, reduza o consumo de álcool, elimine o tabagismo e evite alimentos ultraprocessados e ricos em açúcar.
Atividade Física: A prática regular de exercícios como caminhadas rápidas, corrida, ciclismo, natação ou ioga é essencial. Essas atividades não apenas queimam calorias, mas aceleram o metabolismo, fortalecem os músculos e preservam a saúde cardiovascular, reduzindo drasticamente os riscos de hipertensão e diabetes.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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