
Sol Sertão Online
Colunista
O cruzeiro MV Hondius, afetado por um surto de Hantavírus, tem previsão de chegada à costa de Tenerife neste domingo (10). Para garantir a segurança da população local e minimizar riscos, o navio não atracará no porto de Granadilla de Abona, permanecendo ancorado em águas próximas à cidade.
A decisão, confirmada por Fernando Clavijo, presidente do governo das Ilhas Canárias, visa tranquilizar a oposição local e assegurar que a transferência dos passageiros ocorra de forma controlada. O desembarque será permitido apenas após avaliação de especialistas e a confirmação de aeronaves prontas para a repatriação dos viajantes aos seus países de origem.
Um grupo de 14 espanhóis a bordo será transportado para Madri em uma aeronave militar especialmente equipada com protocolos de biossegurança. O destino será o Hospital Central de Defesa Gómez Ulla, onde deverão cumprir quarentena.
Embora o isolamento seja inicialmente voluntário, mediante a assinatura de um termo de consentimento, o Ministério da Saúde da Espanha alertou que poderá recorrer a medidas legais, baseadas na lei orgânica de 1986, caso as regras de saúde pública não sejam rigorosamente respeitadas pelos repatriados.
O período de quarentena será definido com base no tempo de incubação do Hantavírus, que pode chegar a 45 dias (seis semanas), conforme a Organização Mundial da Saúde. Essa janela temporal amplia a preocupação das autoridades devido à possibilidade de detecções tardias de sintomas.
Para lidar com possíveis casos confirmados ou suspeitos, o Hospital Gómez Ulla utilizará sua Unidade de Isolamento de Alto Nível (UAAN). A estrutura, que conta com sete leitos isolados no 22º andar, foi implementada após a crise de Ebola em 2014 para o tratamento de doenças infecciosas de alto risco.
Referência: Informações adaptadas de CNN Brasil.
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