Sol Sertão Online
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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1.
Tayla Sanchez, de 25 anos, sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico e hemorrágico desencadeado por uma trombose venosa cerebral. O quadro crítico evoluiu após um ano e meio de dores de cabeça intensas, que foram erroneamente diagnosticadas como enxaqueca em diversas consultas, culminando em convulsões, coma induzido e internação em UTI.
A condição foi associada ao uso de anticoncepcional hormonal combinado por dez anos, somado a uma predisposição genética à trombose desconhecida pela paciente. O estrogênio, presente nessas formulações, é trombogênico e favorece a coagulação sanguínea, o que pode elevar a pressão intracraniana e provocar a morte de células cerebrais por falta de oxigênio.
Especialistas alertam que qualquer mudança no padrão, intensidade ou frequência de dores de cabeça exige a realização de exames de imagem, e não apenas o uso de analgésicos. O diagnóstico precoce é vital, pois o perfil de pacientes com AVC mudou, atingindo mulheres jovens especialmente quando o uso de hormônios se soma a fatores como tabagismo, obesidade, sedentarismo ou genética.
Como alternativas seguras para mulheres com perfil de risco, médicos recomendam anticoncepcionais apenas de progesterona, como a minipílula, o implante e o DIU hormonal, além do DIU de cobre. Embora Tayla tenha recuperado funções motoras e a fala graças à neuroplasticidade do cérebro jovem, o caso reforça a necessidade de rigorosa investigação genética antes da prescrição de hormônios.
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