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Além do Fetiche: Socióloga analisa a construção cultural da sexualização dos seios
Saúde
Foto unsplash

Além do Fetiche: Socióloga analisa a construção cultural da sexualização dos seios

SS

Sol Sertão Online

Colunista

27 de maio de 2026
5 min de leitura

Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1.


Pesquisa questiona a erotização do corpo feminino

A socióloga Sarah Thornton, após submeter-se a uma mastectomia preventiva devido ao histórico familiar de câncer, realizou uma pesquisa com mais de 200 mulheres para analisar o impacto cultural dos seios. O estudo, que culminou no livro Tits Up, investiga a relação entre a percepção estética e a saúde emocional feminina.

A autora revela que a erotização do busto não é universal, sendo uma construção ocidental iniciada na corte francesa do século 15 e massificada posteriormente por Hollywood. Thornton defende que a única função biológica das mamas é a amamentação, mas aponta que pressões sociais levam cerca de 40% das mulheres ocidentais a rejeitarem seus próprios corpos.

O estudo destaca a disparidade de percepção entre gêneros, observando que, enquanto mamilos masculinos são naturalizados, os femininos são frequentemente sexualizados ou vistos como profanos. A pesquisadora ressalta que essa visão pode gerar traumas desde a adolescência, especialmente em casos de assédio relacionados ao tamanho do busto.

Thornton propõe que as mulheres recuperem o significado de seus corpos, valorizando a amamentação e as redes de doação de leite como formas de conexão e solidariedade. Através de dados antropológicos, ela demonstra que diversas comunidades na África e Ásia não consideram os seios como objetos de desejo sexual.

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