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Sol Sertão Online
Colunista
Um movimento crescente de jovens nos Estados Unidos está desafiando a dependência tecnológica ao trocar seus smartphones por aparelhos celulares simplificados. A iniciativa, focada na desintoxicação digital, visa combater os impactos negativos das redes sociais e recuperar a qualidade de vida, o sono e a capacidade de atenção.
Para muitos participantes, a transição inicial é marcada pela dificuldade de romper hábitos arraigados. West, analista de dados em Washington, relatou a sensação recorrente de buscar o aparelho no bolso, mesmo sem estar com ele. No entanto, a experiência revelou-se libertadora ao permitir a redescoberta de prazeres simples, como ouvir o canto dos pássaros e navegar pela cidade sem a dependência do Google Maps.
Outros jovens também resgataram costumes antigos para preencher o vazio digital. Lizzie Benjamin, de 25 anos, voltou a ouvir CDs gravados por seu pai, enquanto Rachael Schultz, de 35 anos, passou a interagir mais com desconhecidos para pedir direções nas ruas.
A tendência surge em um momento crítico, onde cientistas alertam para a relação direta entre a dependência de celulares, a ansiedade e a redução da concentração. Recentemente, a questão chegou ao judiciário: um tribunal da Califórnia decidiu que plataformas como Instagram e YouTube são responsáveis pela natureza viciante de seus algoritmos.
Dados de uma pesquisa da YouGov corroboram esse sentimento, indicando que mais de dois terços dos jovens entre 18 e 29 anos desejam reduzir o tempo de exposição às telas. Esse cenário tem impulsionado a popularização de "dietas de redes sociais" em campi universitários e encontros presenciais totalmente sem telas.
Para facilitar a transição, surgiram programas estruturados como o "Um mês offline", administrado pela empresa Dumb.co. Por um valor aproximado de US$ 100 (cerca de R$ 500), os participantes recebem um celular antigo com funções essenciais — chamadas, SMS e Uber — sincronizados com seus dados originais.
Segundo Kostadin Kushlev, pesquisador de psicologia da Universidade de Georgetown, a ausência do smartphone promove maior bem-estar e melhor foco, com efeitos que podem perdurar após o término do programa. Para Graham Burnett, professor da Universidade de Princeton, o movimento pode representar o início de uma mudança cultural autêntica, comparável ao surgimento da consciência ecologista na década de 1960.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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