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Abandono paterno: Estudo revela impactos profundos na identidade e saúde mental de mulheres
Saúde
— Foto: Freepik

Abandono paterno: Estudo revela impactos profundos na identidade e saúde mental de mulheres

SS

Sol Sertão Online

Colunista

14 de abril de 2026
5 min de leitura

A realidade dos lares chefiados por mulheres

No Brasil, a configuração familiar tem passado por mudanças profundas nas últimas décadas. Dados do Dieese apontam que, até o terceiro trimestre de 2022, cerca de 11,053 milhões de famílias eram chefiadas por mães solo. Desse total, 61,7% são compostas por mulheres negras, evidenciando a dimensão social desse arranjo familiar.

O peso psicológico da ausência

Uma pesquisa qualitativa realizada pelo Laboratório de Estudos em Família e Casal da PUC-Rio, com mulheres entre 21 e 29 anos, investigou como a falta da figura paterna impacta o desenvolvimento subjetivo. O estudo revela que a ausência física é frequentemente interpretada como abandono, especialmente quando associada ao sentimento de não ter sido escolhida ou desejada.

Para as pesquisadoras, a ausência física funciona como o evento inaugural, enquanto o abandono é o seu efeito subjetivo. Enquanto algumas participantes nunca conviveram com os pais e não sentem a "falta" por ausência de memórias, outras enfrentaram um afastamento gradual, onde a dor reside na percepção do desinteresse emocional.

Impactos na autoimagem e nos relacionamentos

A ausência paterna pode gerar um abalo narcísico que prejudica a construção da autoimagem e a formação de vínculos afetivos. O estudo indica que o histórico de abandono frequentemente se traduz em um medo recorrente da rejeição amorosa na vida adulta, influenciando a forma como essas mulheres se relacionam com seus pares.

Questões sobre o próprio valor pessoal, como "será que não fui suficiente?", costumam permear a infância e a adolescência, dificultando a construção da identidade e o reconhecimento de si mesma enquanto filha.

Mecanismos de defesa e superação

A pesquisa identificou que muitas mulheres utilizam a racionalização como forma de proteção psíquica, reduzindo o pai a uma figura meramente biológica para preservar o equilíbrio emocional. No entanto, esse significado pode mudar ao longo do tempo, sendo frequentemente reavaliado em momentos de transição, como no início de processos terapêuticos ou ao se tornarem mães.

Vínculos acima da estrutura familiar

A conclusão do estudo aponta que crescer em uma família monoparental não é, por si só, um fator determinante para o sofrimento psicológico. O ponto crucial não é a estrutura da família, mas a qualidade dos vínculos afetivos vividos.

A presença parental real define-se pelo reconhecimento emocional e pelo desejo genuíno de vínculo, mostrando que, apesar das feridas causadas pelo abandono, é possível reinterpretar a própria história e construir novos sentidos para a vida.


Referência: Informações adaptadas de G1.

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