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Sol Sertão Online
Colunista
Durante décadas, a propaganda nazista disseminou a ideia de que os "arianos" eram uma raça superior, caracterizada por traços físicos como olhos azuis e cabelos loiros, supostamente originária do norte da Europa. Sob essa premissa, judeus e outros grupos foram classificados como "não arianos", resultando em perseguições e massacres.
Contudo, evidências arqueológicas revelam que o termo possui um significado profundamente diferente e muito mais antigo. No Irã, monumentos esculpidos por volta de 500 a.C. sob o comando do rei Dario I já utilizavam a palavra para descrever a identidade persa. Inclusive, o próprio nome Irã significa "Terra dos Arianos", referindo-se à herança cultural da antiga Pérsia.
Além de registros no Irã, a palavra "Arya" também está presente em textos sagrados da Índia. Pesquisadores acreditam que esses povos descendiam de grupos nômades de regiões que hoje compreendem a Ucrânia, o Cazaquistão e o sul da Rússia. Inicialmente, estudiosos europeus utilizavam o termo para definir uma família linguística compartilhada, e não uma categoria biológica ou racial.
A distorção do conceito ocorreu quando teóricos racistas europeus, como Arthur de Gobineau, passaram a defender que a população branca possuiria uma inteligência superior, exigindo a submissão de outros grupos. Essas ideias ganharam contornos antissemitas e foram aprofundadas por Houston Stewart Chamberlain, que exaltava os povos teutônicos.
As obras de Chamberlain foram fundamentais para a estruturação da ideologia racial nazista. O autor chegou a se encontrar pessoalmente com Adolf Hitler em 1923, consolidando a apropriação indevida de um termo cultural e linguístico para justificar a barbárie do regime nazista.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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